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Bons amigos valem o Esforço – Psicóloga Icaraí

Bons amigos valem o Esforço

Se você quiser ter um amigo, aprenda a ser amigo também. Dar o que você gostaria de receber é a melhor maneira de demonstrar que você pode ser um bom amigo

A amizade anda muito subestimada. Ela pode fazer a diferença entre a alegria e a depressão na sua vida
A amizade anda muito subestimada. Ela pode fazer a diferença entre a alegria e a depressão na sua vida

Se você está abatido e não tem ânimo para sair do lugar, pegue o telefone e chame um amigo. Isto o ajudará a se sentir melhor em relação à vida e a você mesmo.

Ouvir a voz de alguém que você preza, passar alguns minutos mergulhado no universo dele, dará uma nova visão à sua vida. Conversar de maneira positiva, expor as próprias emoções talvez seja a coisa de que você precisa para voltar a se mexer.

A amizade anda muito subestimada. Ela pode fazer a diferença entre a alegria e a depressão na sua vida. Entretanto, quando alguém sofre de profunda ansiedade, fazer amigos parecerá quase impossível, porque o medo provocado pela ansiedade poderá tornar-se um bloqueio, impedindo que ele se aproxime de outra pessoa.

Para vencer esta sensação, é preciso tomar certas decisões.

A confiança é o elemento fundamental de uma boa amizade. Saber que podemos contar com alguém para ficar ao nosso lado, que nos ajude, é algo que nos fortalece e constitui um grande conforto. Se não houver ninguém capaz disso neste momento, reflita sobre quem o amparou no passado. O que aconteceu com aquela pessoa ou aquelas pessoas? Talvez seja esta a hora de retomar esse relacionamento, e você poderá fazê-lo da privacidade de sua própria casa enviando um email ou mesmo uma breve nota. Não precisa ser longa ou dramática – apenas um rápido “Olá” para reatar.

Se você quiser ter um amigo, aprenda a ser amigo também. Dar o que você gostaria de receber é a melhor maneira de demonstrar que você pode ser um bom amigo. Em geral, as pessoas gostam de nós porque nós gostamos delas; por isso, permita que outra pessoa saiba que gostaria de tê-la como amiga. A maioria das pessoas não discute sua amizade, a não ser que haja algo errado, mas ao determinar que vocês são amigas, permitirá que emoções positivas passem a fazer parte deste relacionamento.

Ter um amigo que não irá nos julgar, tornará a nossa vida melhor. Sentir-nos julgados pode ser doloroso. Nós precisamos assumir o risco de confiar em outra pessoa e nos abrirmos para ela. Permitir que os nossos sentimentos se abram para um aliado de confiança é uma boa terapia também.

Discussões profundas são um verdadeiro tesouro para a amizade. Você se sentirá mais forte pelo simples fato de saber que alguém o compreende de verdade. A possibilidade de compartilhar com alguém, fortalece os nossos sentimentos e a consciência de nós mesmos. Quando recebemos a confirmação de que estamos lidando com algo real e de que as nossas emoções se coadunam com o que está acontecendo, nos sentimos melhores em relação a nós mesmos.

A felicidade pode decorrer da constatação de que há pessoas boas na nossa vida. Mesmo que você não tenha uma família, os amigos serão a sua família e este será um verdadeiro privilégio. Talvez pareça assustador, mas é verdade. Agora, você precisa pegar o telefone ou escrever uma nota para alguém em quem pode confiar. Suas amizades crescerão naturalmente, e sua vida se enriquecerá.

Barton Goldsmith é psicoterapeuta em Westlake, Califórnia. É autor do livro ‘The Happy Couple: How to Make Happiness a Habit One Little Loving Thing at a Time’

Tradução de Anna Capovilla

A gente sobrevive.

Agente sobrevive - Psicóloga Icaraí

A GENTE SOBREVIVE.
Sim, a gente sobrevive sempre e apesar de.
Sobrevive aos amores draconianos, às amizades leoninas, aos contratos de adesão mais esquisitos e que sempre dão maiores direitos à outra parte, nos asfixiando com deveres levianos.
Sobrevive aos desencantos que nos afundam e enlouquecem. E, mesmo enlouquecida, sai decantada e mais sã que nunca.
A gente sobrevive à amizade utilitária, à pessoa enganadora, ao amor incompetente.
A gente sobrevive e prossegue.
Quando o desespero bater, pense : ” a gente sobrevive “.
Cuidado com quem sofre. Não se meta à besta. Esse tipo de gente sabe que sobrevive.
(Cláudia Dornelles)

Relacionamentos conturbados. Psicóloga em Icaraí

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Psicóloga em Icaraí

Gente que se orgulha de ter um relacionamento conturbado – eu vejo a cada esquina. E você provavelmente também – isso se não for uma delas. Todo mundo fala que quer a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida. Mas ninguém faz por onde – é crise de ciúme de cá, revanchismo de lá, má vontade de acolá.
Enquanto isso, Cazuza se revira no túmulo. E o que era pra ser uma das melhores coisas da vida, acaba sendo um peso por vezes insustentável. Quem já enfrentou um término de relacionamento provavelmente sabe que esse peso é quase literal. A gente sofre litros, chora litros, bebe litros. Acha que vai morrer. Mas assim que descobre que a vida continua e que não se morre de amor, percebe que está umas cinco toneladas mais leve. Sem perder barriguinha, sem fazer puxar ferro, sem fazer pilates.
Reconhece essa sensação? Então, muito provavelmente você carregava o fardo do amor.  Que a vida é feita de escolhas todo mundo já está careca de saber. Sombra ou luz. Dez anos a mil ou mil anos a dez. Guerra ou paz. Vodca ou água de coco. E estar em um relacionamento destrutivo também é uma escolha absoluta e exclusivamente sua. “Ah, ele me diminui, mas ele é o amor da minha vida”. “As crises de ciúme dela destroem a minha semana, mas eu a amo mais do que tudo”. Essa história de amor incondicional pode até ser bacana se você tem quinze anos e nunca se relacionou com ninguém na vida. Mas um dia você descobre que o amor sozinho não sustenta absolutamente nada. Bom sexo, cumplicidade, lealdade e confiança são apenas alguns dos ingredientes que a gente joga no liquidificador de relacionamentos. E por mais que vocês se amem – não, eu não estou questionando a intensidade ou a veracidade do sentimento de ninguém – pode ser que falte o fermento do bolo. E aí, para os corajosos e menos acomodados, é chegada a hora de dizer adeus. A tão temida hora do adeus. De virar mais uma página no livro da vida. Terminar dói por causa da incerteza. Começar a escrever uma página em branco fere a nossa comodidade. Você nunca sabe o rumo que o seu livro vai tomar. Talvez, nos próximos capítulos, você tenha um encontro marcado com a solidão. Talvez as lágrimas sejam as suas mais fiéis companheiras durante a primeira semana. Talvez a depressão o convide para um espaguete com vinho branco. Mas se o seu relacionamento era na base do “se de dia a gente briga, de noite a gente se ama”, você certamente se sentirá mais leve. Não no primeiro dia. Nem no segundo. Nem no terceiro. Mas, sim, quando você estiver tomando aquela cervejinha com os amigos e não tiver mais que aguentar crises de ciúme pelo telefone. Ou quando você quiser colocar aquele vestidinho curto sem ninguém para censurá-la. Aí você notará que está tão leve que pode até voar. E vai dar uma volta. Se perder em outros corpos. Conhecer outras bocas. Se afogar em outros suores. Falar outras línguas. Se encaixar em outras conchinhas. Se enroscar em outros lençóis. E verá que a vida é muito bonita e muito curta pra perder tempo com essa ladainha de morde e assopra.
E que essa história de “entre tapas e beijos” só é divertida na música do Leandro e Leonardo. Pra vida real, uma parceria e dois chopes. Sem colarinho, por favor.
“Bruna Grotti”

Porque as pessoas se auto sabotam tanto? Psicóloga Icaraí

Auto Boicote
auto-boicote-psicologa-icarai

Veja estes exemplos de autoboicote:

-Homem abandona família, mas foi exatamente isso que ele prometeu não fazer, porque seu pai havia feito a mesma coisa – e ele sabia o quanto isso repercute negativamente na vida de um filho, mas ainda assim repetiu o mesmo comportamento que tanto odiou.

-Mulher troca de namorado… troca de namorado… , mas  a cada troca arruma outro igualzinho ao anterior, com os mesmos defeitos.

-Homem trabalha junto a um chefe difícil de agradar… esse chefe é igualzinho ao seu pai. Coincidência?

Coincidência ou auto-sabotagem? São comportamentos repetitivos. Tendência a repetir atitudes destrutivas.

Comportamento repetitivo

Você escova os dentes todos os dias, certo? Se eu lhe perguntar se escovou hoje talvez tenha que pensar se escovou mesmo. Lembra se fechou a porta hoje? Porque não lembra? Porque esse é um comportamento repetitivo e automático. Os comportamentos automáticos não são realizados com total consciência.

Esquecer de escovar os dentes é um comportamento inofensivo, não haverá danos maiores, mas há comportamentos repetitivos que nos destroem e não percebemos. Como no exemplo da mulher que só arruma namorado que a trai. Será que 100% dos homens traem, ou 100% dos homens que ela escolhe traem? Mas, porque ela faz isso? Ela QUER ser traida? Claro que não, pois sofre com isso. Então porque ela faz isso? Resposta. Auto sabotagem .

Como nos auto sabotamos?

Nós nos automatizamos. Quando trocamos a marcha do carro não pensamos: “Agora está na hora de pisar na embreagem e trocar de segunda para terceira” Simplesmente trocamos, por quê? Porque aprendemos a automatizar comportamentos, precisamos disso. O problema é quando automatizamos comportamentos que nos destroem.

O problema é quando, por exemplo, explodimos e depois vemos que estamos acabando com nossos relacionamentos por explodir tanto. “Mas eu não consigo parar de explodir. Porque faço isso?” Porque você se auto-boicota. Você se auto-sabota. Destrói a própria vida e não percebe a sua responsabilidade nisso tudo.

Algumas repetições destroem a vida da pessoa. Algumas deixam a pessoa muito frustrada consigo mesma.

Outro exemplo: Você já comeu um ovo de páscoa inteiro, nem está mais gostando de comer tanto chocolate, mas continua até se empanturrar e se arrepender de ter comido tanto? Isso é auto-sabotagem.

Veja o exemplo do homem que trai sua esposa com pessoas que nem são tão importantes assim, mas ele continua nesses relacionamentos sabendo do risco de acabar seu casamento, e acabar por nada, por alguém que não significa muito. Porque ele continua nesse ciclo vicioso? Porque ele faz coisas que destroem a própria vida? A resposta é: Auto sabotagem.

Porque a mulher que tinha um namorado agressivo, troca de namorado e arruma outro também agressivo? Seu pai era agressivo. Será coincidência?

Muitas vezes repetimos eternamente padrões da infância, mesmo que esses padrões estejam prejudicando nossa vida. Repetimos o que já conhecemos por dificuldade em lidar com novidades, mesmo que este velho conhecido seja muito destrutivo.

Como mudar?

Encarar o ciclo da repetição é o primeiro passo para superação.

Percebe que você está trocando de mulher, mas toda vez está com o mesmo tipo de mulher.

Percebe que troca de namorado, mas está sempre com a mesmo tipo de pessoa sem atitude.

É o comerciante que está sempre arriscando um novo negócio, que nunca dá certo, mas quando vai ver lá está ele de novo fazendo a mesma coisa.

Sabe aquele amigo que vive te pedindo dinheiro emprestado e nunca devolve mas você continua emprestando? Porque você faz isso? Por pura auto sabotagem.

Sabe aqueles finais de semana inteiros que você passa no sofá e, no domingo à noite se arrepende por não ter feito nada que preste. Promete que no próximo fim de semana vai ser diferente, mas no próximo faz tudo igual. Porque ? Auto sabotagem!

São vidas infernizadas pela compulsão da repetição. Uma necessidade inconsciente de repetir um comportamento mesmo que destrua a felicidade ou a vida de alguém ou a sua própria.

Observe a pessoa que não consegue administrar seu tempo, que sabe fazer as coisas mas simplesmente não consegue colocar a vida em ordem, você verá que esta pessoa teve um pai que cobrava exageradamente, que  queria que ela fosse a mais competente do mundo. O que faz com que esta pessoa seja tão desorganizada hoje é a briga que continua mantendo com o pai, que talvez esteja até morto hoje. Quem influencia não é o pai, mas a figura internalizada do pai.

É possível que uma hora a pessoa consiga se dar conta disso e reconheça esse ciclo de repetições? É possível romper esse ciclo? A resposta é SIM, mas concordo que não é fácil. Pois se a pessoa passou uma vida construindo uma percepção equivocada  terá  medo de mudar, de contestar o que sempre foi uma lei.

Um exemplo é uma paciente que ficou totalmente desestruturada depois que assistiu na TV a reportagem sobre a queda de um avião. Ela não costuma viajar de avião, não conhecia ninguém daquele avião, e nem as pessoas de seu convívio costumam viajar de avião. Mas porque então ela ficou tão chocada, abalada, sem sequer conseguir sair de casa direito depois daquela noticia? O entendimento disso veio quando na terapia ela percebeu que esse mesmo sentimento de terror apareceu quando foi abusada sexualmente na infância. Era o mesmo desespero, o mesmo desamparo. Não era à toa que a queda do avião tinha mexido tanto com ela. É o mesmo ciclo de repetição que agora funciona como auto sabotagem.

As pessoas enterram as situações traumáticas de suas vidas, mas não significa que elas estejam mortas. Elas continuam como se fosse uma marca indelével. Essa moça já foi uma criança indefesa e frágil, mas agora adulta continua emocionalmente frágil, carregando dentro de si essa menina assustada. Ela não sabia por que, não sabia explicar. As crianças não conseguem controlar suas vidas, e ela se sente ainda hoje como se ainda não pudesse controlar sua vida.

É por isso que é muito difícil identificar o conteúdo interno, porque a pessoa passa anos tentando oculta-lo, não só dos outros, mas tentando ocultar de si mesma. Se estava escondido é por uma boa razão, por isso é preciso muita responsabilidade do psicólogo que vai desenterrar tudo isso. Avalie bem o psicólogo para quem você está entregando a sua cabeça, com que você vai fazer terapia e que tipo de terapia vai fazer.

Identificar quais são os entraves de sua mente é só uma parte do processo que por si só não muda muito em você, mas é o começo. A parte mais importante e que vai realizar mudanças em seu comportamento é o desenvolvimento de uma nova forma de ver o mundo, falo das mudanças nos padrões de comportamento. O psicólogo é a pessoa para tornar esse processo possível. Para lhe ensinar estratégias que promoverão as mudanças em todo sistema de autoboicote que você quer em sua vida.

Antigamente o psicólogo era daquele tipo que aparece nos filmes mal feitos e novelas da TV. Ficavam calados só te ouvindo sem dividir seus pensamentos e conclusões. Hoje com a Terapia Cognitiva Comportamental o psicólogo é muito mais participativo. Eu vivo junto com o paciente as transformações de cada um, dou exercícios para  fazer em casa e acompanho de perto cada passo.

O que a pessoa precisa para vencer o autoboicote  é um novo modo de lidar consigo mesmo e com o mundo.

Por exemplo, o caso da garota que se reprime e não vai fazer academia, por mais que ela queira fazer sua ginástica, emagrecer, ficar com o corpo bonito  pensa que se for para a tal academia as pessoas vão olhar pras suas roupas, acredita que vão cochichar entre elas e dizer que ela está ridícula, crê que vão rir dela, e no fim acha que não vai conseguir fazer nenhum amigo porque todos já estarão enturmados, e se sente um peixe fora d’água, se autoboicota e não se matricula na academia.

E você?  Está repetindo algum ciclo vicioso? Isso é auto sabotagem. Você quer e precisa fazer academia (curso, ir ao teatro, jogar futebol, fazer amigos, paquerar, etc), mas não faz? Porque sua cabeça está ocupada demais preocupada com o que vão pensar de você. O autoboicote fica mais importante do que cuidar de si mesmo. É justo? Não. Absolutamente não.

Porque as pessoas se auto sabotam tanto?

Talvez elas tenham vivido uma infância inteira se sentindo inadequadas. Talvez tenha havido pessoas fazendo-as se sentirem sem direitos, sem direito de se expressar, ninguém nunca as viu como pessoas interessantes. E é assim que elas se sentem. As mosquinhas do cavalo do bandido.

Por conta desse sentimento de auto boicote que recebo muitos pacientes me contando, por exemplo, de marido agressivo. Ela passa uma vida toda, semana após semana sendo agredida pelo marido. Mulheres que tem toda condição financeira de manter-se sozinhas, mas não tem condição emocional para ficarem sozinhas, então vivem com o inimigo num processo de total auto sabotagem. Porque ela repete isso? Com certeza teve em sua vida alguém significativo que a ensinou a agüentar agressões, a suportar quieta essa pessoa a fez acreditar que ela não é ninguém, que ela só vai conseguir uma migalha de amor, e pra conseguir essa migalha de amor precisa suportar o que quer que seja. Então ela passa a vida suportando agressões, e até procura, inconscientemente claro, pessoas que a agridam, para manter o esquema de auto-boicote. Tudo só porque ela acreditou que essa seria a única forma de receber um mínimo de amor.

Como funciona a terapia nos casos de autosabotagem?

Perceba que nada disso precisa continuar. Você pode mudar esses esquemas e acabar com auto-sabotagem. A Terapia Cognitiva Comportamental ensina estratégias pra que você supere. Existe até lição de casa pra você praticar um novo modo de funcionar.

As pessoas se autoboicotam porque existe uma compulsão a repetição. Internamente essa repetição é a única forma de viver razoavelmente bem. É por isso que ela precisa do olhar de um profissional treinado. Alguém que veja sua estória com clareza.

As pessoas resistem em fazer terapia porque acreditam que não há chance de sair dessa. Crêem não haver esperança pra esse sofrimento. Mas há. Não se tratar é ser covarde pra encarar a mudança.

Pense bem, se você tem a oportunidade pra fazer mudanças na sua vida, por que arruma desculpas? Diz coisas como: não tenho tempo, não tenho dinheiro,  mas dali a pouco está comprando o ultimo modelo de celular, está comprando mais roupas do que  cabe no guarda roupa, está  gastando com restaurantes, mas pra se cuidar não tem dinheiro. Pra mudar seus padrões de pensamento e comportamento que estão destruindo sua vida não disponibiliza nenhum recurso. Você está sendo justo consigo mesmo?

Para entender como a repetição de comportamentos, ou seja a auto-sabotagem, começa vamos lembrar daquela menina que usava os sapatos da mãe quando cresce é claro que vai ter o mesmo estilo de se vestir da mãe. O garoto que passou todas as férias da sua infância indo para praia. Quando cresce vai levar sua nova família para a mesma praia (par o desespero desta família). Essa pessoa não tem espaço para  mudanças, e nem para imaginação.

Porque as pessoas repetem e repetem as mesmas coisas?

Porque elas aprenderam que essa era a coisa certa a fazer. Talvez sua família tenha zombado das pessoas que faziam as coisas de forma diferente, e assim como criança aprende que só há uma forma de fazer as coisas, que será da forma que sua família fazia. Os pais são alcoólatras e a casa é uma bagunça, então a criança entende que é assim que as casas devem ser.

Só quando a criança cresce e observa outros estilos de vida é que pode perceber que o estilo da sua casa não é o único nem o melhor. Mas mesmo assim muitos não mudam. Por quê? Por que a família já ensinou que ele só vai receber amor e atenção se continuar a repetir o padrão de sua família. É como se dissessem “só vou gostar de você se você for igual a mim”. Mesmo que não digam em palavras. A tragédia acontece quando a pessoa topa e passa a repetir o que os pais faziam, sempre tentando alcançar o amor e a aceitação.

Muitas vezes as pessoas vêm para terapia porque estão com dificuldades em seus casamentos, dificuldades no trabalho, dificuldades em relacionamentos sociais, e nem percebem qual foi o inicio disso tudo. O que acontece é uma imensa confusão interior.

Essas são aquelas pessoas que casam com alcoólatras depois de terem sofrido anos com pais alcoólatras. Não entendem como entram em uma fria atrás da outra, não entendem como continuam a comprar o que não precisam e não podem pagar. Tudo isso tem o nome de auto sabotagem, e você só sai dessa quando entender a sua dinâmica interna e aceitar a possibilidade de mudança.

Quer ajuda neste processo? Conte com seu psicólogo.

Exemplos de autoboicote:

-Homem abandona família, mas foi exatamente isso que ele prometeu não fazer, porque seu pai havia feito a mesma coisa – e ele sabia o quanto isso repercute negativamente na vida de um filho, mas ainda assim repetiu o mesmo comportamento que tanto odiou.

-Mulher troca de namorado… troca de namorado… , mas  a cada troca arruma outro igualzinho ao anterior, com os mesmos defeitos.

-Homem trabalha junto a um chefe difícil de agradar… esse chefe é igualzinho ao seu pai. Coincidência?

Coincidência ou auto-sabotagem? São comportamentos repetitivos. Tendência a repetir atitudes destrutivas.

Comportamento automático repetitivo

Você escova os dentes todos os dias, certo? Se eu lhe perguntar se escovou hoje talvez tenha que pensar. Lembra se fechou a porta hoje? Porque não lembra? Porque esse é um comportamento repetitivo e automático. Os comportamentos automáticos não são realizados com total consciência.

Esquecer de escovar os dentes é um comportamento inofensivo, não haverá danos maiores, mas há comportamentos repetitivos que nos destroem e não percebemos. Como no exemplo da mulher que só arruma namorado que a trai. Será que 100% dos homens traem, ou 100% dos homens que ela escolhe traem? Mas, porque ela faz isso? Ela QUER ser traida? Claro que não, pois sofre com isso. Então porque ela faz isso? Resposta comportamento automático de  auto sabotagem .

Como nos sabotamos?

Nós nos automatizamos. Quando trocamos a marcha do carro não pensamos: “Agora está na hora de pisar na embreagem e trocar de segunda para terceira” Simplesmente trocamos, por quê? Porque aprendemos a automatizar comportamentos, precisamos disso. O problema é quando automatizamos comportamentos que nos destroem.

O problema é quando, por exemplo, explodimos e depois vemos que estamos acabando com nossos relacionamentos por explodir tanto. “Mas eu não consigo parar de explodir. Porque faço isso?” Porque você se auto-boicota. Você se auto-sabota. Destrói a própria vida e não percebe a sua responsabilidade nisso tudo.

Algumas repetições destroem a vida da pessoa. Algumas deixam a pessoa muito frustrada consigo mesma.

Outro exemplo: Você já comeu um ovo de páscoa inteiro, nem está mais gostando de comer tanto chocolate, mas continua até se empanturrar e se arrepender de ter comido tanto? Isso é auto-sabotagem.

Veja o exemplo do homem que trai sua esposa com pessoas que nem são tão importantes assim, mas ele continua nesses relacionamentos sabendo do risco de acabar seu casamento, e acabar por nada, por alguém que não significa muito. Porque ele continua nesse ciclo vicioso? Porque ele faz coisas que destroem a própria vida? A resposta é: Auto sabotagem.

Porque a mulher que tinha um namorado agressivo, troca de namorado e arruma outro também agressivo? Seu pai era agressivo. Será coincidência?

Muitas vezes repetimos eternamente padrões da infância, mesmo que esses padrões estejam prejudicando nossa vida. Repetimos o que já conhecemos por dificuldade em lidar com novidades, mesmo que este velho conhecido seja muito destrutivo.

Como mudar?

Encarar o ciclo da repetição é o primeiro passo para superação.

Percebe que você está trocando de mulher, mas toda vez está com o mesmo tipo de mulher.

Percebe que troca de namorado, mas está sempre com a mesmo tipo de pessoa sem atitude.

É o comerciante que está sempre arriscando um novo negócio, que nunca dá certo, mas quando vai ver lá está ele de novo fazendo a mesma coisa.

Sabe aquele amigo que vive te pedindo dinheiro emprestado e nunca devolve mas você continua emprestando? Porque você faz isso? Por pura auto sabotagem.

Sabe aqueles finais de semana inteiros que você passa no sofá e, no domingo à noite se arrepende por não ter feito nada que preste. Promete que no próximo fim de semana vai ser diferente, mas no próximo faz tudo igual. Porque ? Auto sabotagem!

São vidas infernizadas pela compulsão da repetição. Uma necessidade inconsciente de repetir um comportamento mesmo que destrua a felicidade ou a vida de alguém ou a sua própria.

Observe a pessoa que não consegue administrar seu tempo, que sabe fazer as coisas mas simplesmente não consegue colocar a vida em ordem, você verá que esta pessoa teve um pai que cobrava exageradamente, que  queria que ela fosse a mais competente do mundo. O que faz com que esta pessoa seja tão desorganizada hoje é a briga que continua mantendo com o pai, que talvez esteja até morto hoje. Quem influencia não é o pai, mas a figura internalizada do pai.

É possível que uma hora a pessoa consiga se dar conta disso e reconheça esse ciclo de repetições? É possível romper esse ciclo? A resposta é SIM, mas concordo que não é fácil. Pois se a pessoa passou uma vida construindo uma percepção equivocada  terá  medo de mudar, de contestar o que sempre foi uma lei.

Um exemplo é uma paciente que ficou totalmente desestruturada depois que assistiu na TV a reportagem sobre a queda de um avião. Ela não costuma viajar de avião, não conhecia ninguém daquele avião, e nem as pessoas de seu convívio costumam viajar de avião. Mas porque então ela ficou tão chocada, abalada, sem sequer conseguir sair de casa direito depois daquela noticia? O entendimento disso veio quando na terapia ela percebeu que esse mesmo sentimento de terror apareceu quando foi abusada sexualmente na infância. Era o mesmo desespero, o mesmo desamparo. Não era à toa que a queda do avião tinha mexido tanto com ela. É o mesmo ciclo de repetição que agora funciona como auto sabotagem.

As pessoas enterram as situações traumáticas de suas vidas, mas não significa que elas estejam mortas. Elas continuam como se fosse uma marca indelével. Essa moça já foi uma criança indefesa e frágil, mas agora adulta continua emocionalmente frágil, carregando dentro de si essa menina assustada. Ela não sabia por que, não sabia explicar. As crianças não conseguem controlar suas vidas, e ela se sente ainda hoje como se ainda não pudesse controlar sua vida.

É por isso que é muito difícil identificar o conteúdo interno, porque a pessoa passa anos tentando oculta-lo, não só dos outros, mas tentando ocultar de si mesma. Se estava escondido é por uma boa razão, por isso é preciso muita responsabilidade do psicólogo que vai desenterrar tudo isso. Avalie bem o psicólogo para quem você está entregando a sua cabeça, com que você vai fazer terapia e que tipo de terapia vai fazer.

Identificar quais são os entraves de sua mente é só uma parte do processo que por si só não muda muito em você, mas é o começo. A parte mais importante e que vai realizar mudanças em seu comportamento é o desenvolvimento de uma nova forma de ver o mundo, falo das mudanças nos padrões de comportamento. O psicólogo é a pessoa para tornar esse processo possível. Para lhe ensinar estratégias que promoverão as mudanças em todo sistema de autoboicote que você quer em sua vida.

Antigamente o psicólogo era daquele tipo que aparece nos filmes mal feitos e novelas da TV. Ficavam calados só te ouvindo sem dividir seus pensamentos e conclusões. Hoje com a Terapia Cognitiva Comportamental o psicólogo é muito mais participativo. Eu vivo junto com o paciente as transformações de cada um, dou exercícios para  fazer em casa e acompanho de perto cada passo.

Para vencer o autoboicote  é necessário um novo modo de lidar consigo mesmo e com o mundo

Por exemplo, o caso da garota que se reprime e não vai fazer academia, por mais que ela queira fazer sua ginástica, emagrecer, ficar com o corpo bonito  pensa que se for para a tal academia as pessoas vão olhar pras suas roupas, acredita que vão cochichar entre elas e dizer que ela está ridícula, crê que vão rir dela, e no fim acha que não vai conseguir fazer nenhum amigo porque todos já estarão enturmados, e se sente um peixe fora d’água, se autoboicota e não se matricula na academia.

E você?  Está repetindo algum ciclo vicioso? Isso é auto sabotagem. Você quer e precisa fazer academia (curso, ir ao teatro, jogar futebol, fazer amigos, paquerar, etc), mas não faz? Porque sua cabeça está ocupada demais preocupada com o que vão pensar de você. O autoboicote fica mais importante do que cuidar de si mesmo. É justo? Não. Absolutamente não.

Porque as pessoas se auto sabotam tanto?

Talvez elas tenham vivido uma infância inteira se sentindo inadequadas. Talvez tenha havido pessoas fazendo-as se sentirem sem direitos, sem direito de se expressar, ninguém nunca as viu como pessoas interessantes. E é assim que elas se sentem. As mosquinhas do cavalo do bandido.

Por conta desse sentimento de auto boicote que recebo muitos pacientes me contando, por exemplo, de marido agressivo. Ela passa uma vida toda, semana após semana sendo agredida pelo marido. Mulheres que tem toda condição financeira de manter-se sozinhas, mas não tem condição emocional para ficarem sozinhas, então vivem com o inimigo num processo de total auto sabotagem. Porque ela repete isso? Com certeza teve em sua vida alguém significativo que a ensinou a agüentar agressões, a suportar quieta essa pessoa a fez acreditar que ela não é ninguém, que ela só vai conseguir uma migalha de amor, e pra conseguir essa migalha de amor precisa suportar o que quer que seja. Então ela passa a vida suportando agressões, e até procura, inconscientemente claro, pessoas que a agridam, para manter o esquema de auto-boicote. Tudo só porque ela acreditou que essa seria a única forma de receber um mínimo de amor.

Como funciona a terapia nos casos de autosabotagem?

Perceba que nada disso precisa continuar. Você pode mudar esses esquemas e acabar com auto-sabotagem. A Terapia Cognitiva Comportamental ensina estratégias pra que você supere. Existe até lição de casa pra você praticar um novo modo de funcionar.

As pessoas se autoboicotam porque existe uma compulsão a repetição. Internamente essa repetição é a única forma de viver razoavelmente bem. É por isso que ela precisa do olhar de um profissional treinado. Alguém que veja sua estória com clareza.

As pessoas resistem em fazer terapia porque acreditam que não há chance de sair dessa. Crêem não haver esperança pra esse sofrimento. Mas há. Não se tratar é ser covarde pra encarar a mudança.

Pense bem, se você tem a oportunidade pra fazer mudanças na sua vida, por que arruma desculpas? Diz coisas como: não tenho tempo, não tenho dinheiro,  mas dali a pouco está comprando o ultimo modelo de celular, está comprando mais roupas do que  cabe no guarda roupa, está  gastando com restaurantes, mas pra se cuidar não tem dinheiro. Pra mudar seus padrões de pensamento e comportamento que estão destruindo sua vida não disponibiliza nenhum recurso. Você está sendo justo consigo mesmo?

Para entender como a repetição de comportamentos, ou seja a auto-sabotagem, começa vamos lembrar daquela menina que usava os sapatos da mãe quando cresce é claro que vai ter o mesmo estilo de se vestir da mãe. O garoto que passou todas as férias da sua infância indo para praia. Quando cresce vai levar sua nova família para a mesma praia (par o desespero desta família). Essa pessoa não tem espaço para  mudanças, e nem para imaginação.

Porque as pessoas repetem e repetem as mesmas coisas?

Porque elas aprenderam que essa era a coisa certa a fazer. Talvez sua família tenha zombado das pessoas que faziam as coisas de forma diferente, e assim como criança aprende que só há uma forma de fazer as coisas, que será da forma que sua família fazia. Os pais são alcoólatras e a casa é uma bagunça, então a criança entende que é assim que as casas devem ser.

Só quando a criança cresce e observa outros estilos de vida é que pode perceber que o estilo da sua casa não é o único nem o melhor. Mas mesmo assim muitos não mudam. Por quê? Por que a família já ensinou que ele só vai receber amor e atenção se continuar a repetir o padrão de sua família. É como se dissessem “só vou gostar de você se você for igual a mim”. Mesmo que não digam em palavras. A tragédia acontece quando a pessoa topa e passa a repetir o que os pais faziam, sempre tentando alcançar o amor e a aceitação.

Muitas vezes as pessoas vêm para terapia porque estão com dificuldades em seus casamentos, dificuldades no trabalho, dificuldades em relacionamentos sociais, e nem percebem qual foi o inicio disso tudo. O que acontece é uma imensa confusão interior.

Essas são aquelas pessoas que casam com alcoólatras depois de terem sofrido anos com pais alcoólatras. Não entendem como entram em uma fria atrás da outra, não entendem como continuam a comprar o que não precisam e não podem pagar. Tudo isso tem o nome de auto sabotagem, e você só sai dessa quando entender a sua dinâmica interna e aceitar a possibilidade de mudança.

Quer ajuda neste processo? Conte com seu psicólogo.

Psicóloga Icaraí.

Distinguir a alvura de uma pétala. Psicóloga em Icaraí.

“Detém-te diante de um pântano, decerto encontrarás algum lírio. Mas se saíres decidido a encontrar lírios nos pântanos, talvez nunca os acharás. É preciso que primeiro seus olhos mergulhem na escuridão da lama para que possam distinguir a alvura de uma pétala.”   Maria Lina Azeredo

psicologa-icarai-lirios-orientaisPsicóloga em Icaraí.

 

Conheça um pouco sobre a minha história!

  Anamaria Rodrigues é psicóloga formada desde 2004 pelas Faculdades Integradas Maria Theresa, tem 38 anos e é mãe de Lucas com 16 anos. Sua jornada na Psicologia inclui atendimentos clínicos em consultório, comunidades carentes e hospitais psiquiátricos. Seu verdadeiro amor é cuidar de vidas, ela diz que o ser-humano carrega em sí uma subjetividade sempre apaixonante de se descobrir. Lidar com sentimentos e pessoas, a faz sentir-se viva e feliz. Está inscrita pelo CRP/RJ 30.005 e é membro do CPPC.